Noiva Gorda?

fev 22, 2016 às 22:00 por em Home . Comentar

Em uma época em que o empoderamento feminino nunca esteve tão forte, em pleno 2016, quando o famoso “eu sou o que quero” ecoa por todos os lados, ainda existem pessoas que reforçam os padrões pré estabelecidos pela sociedade e tratam qualquer coisa que for diferente, como errada, abominável e desastrosa. E tenho certeza que essas pessoas são acomodadas, afinal, parece ser muito “difícil” mudar um ponto de vista que – aparentemente – todo mundo tem. Conselho número um: se você for essa pessoa, mude. Não tenha medo, mudanças são positivas e isso vai acontecer em algum momento para você.

Hoje o post é totalmente diferente do que os que eu já fiz aqui no blog. Não é nem um desabafo, é mais uma questão de opinião mesmo, misturada com a vontade incontrolável de compartilhar vocês. Inclusive, quem me acompanha desde o início, sabe que já fui beem gordinha (cheguei a pesar 90 kg) e também sabe que sofri de anorexia (em um ano, pulei para 45 kg). Não, equilíbrio nunca foi o meu forte e já foi muito tema de terapia. E até hoje é difícil encontrá-lo. Eu já sei o peso que me sinto bem e eu também sei que atualmente estou um pouquinho acima do peso. E não, eu não estou preocupada com isso a ponto de ficar doente de novo, quero fazer tudo com calma, sem pressa, na minha. E DO MEU JEITO (isso servirá para o conselho número dois). Na verdade, no último ano, eu engordei puramente por “relaxar”. Comi demais e não fiz exercícios. A conta não fecha desse jeito e o que eu busco hoje, é não ficar no vermelho e me sentir bem. Conselho número dois: faça as coisas do seu jeito, por favor e SINTA-SE BEM! Se você não se sente, busque alternativas e volte para o conselho número um: mudanças.

E agora, proponho uma reflexão: Ora, se eu me sinto bem comigo mesma, estou vivendo uma das fases mais gostosas da minha vida, está tudo em sintonia, como fazia tempo que não estava, porque é que existem pessoas que insistem em dizer:  “Vamos, foca no vestido. Desse jeito, você não vai entrar nele” – ok, eu fechei o vestido. E ELE FICOU LINDO EM MIM. Ou ainda “Você não pode mais comer até o casamento, tem que estar magra” – ok, aí vou casar internada em um hospital, né? Ou o mais absurdo: “noiva bonita, é noiva magra” – OI? Aí eu me revolto, porque né, se eu não sou magrinha, ficarei horrível no vestido? PELO AMOR DE DEUS! Você está falando de um dos dias mais importantes da vida de um mulher e a única coisa que consegue pensar e falar é sobre NÚMEROS EM UMA BALANÇA? Por exemplo, eu não sou magra e nem nunca vou ser, não tenho biotipo e nem genética para pesar 50 kg e comer o mercado inteiro. Na verdade, quando eu fui magrinha, não era tão feliz quanto sou hoje, mas isso é papo para outra reflexão. Agora, pensem comigo: Se eu que estou em busca apenas do meio termo, já sofro com esses tipos de comentários, eu fico imaginando as meninas obesas. Ela não vai ficar bonita em um vestido por causa do peso dela? PELO AMOR DE DEUS (2). E quer saber? Eu já fui uma delas, já fui obesa e pasmem: EU ERA FELIZ. O meu peso nunca havia me impedido de ser feliz, de curtir a vida como eu queria e como eu conhecia. Depois eu cresci e quis emagrecer, mas isso é uma outra questão. Isso é problema meu. Se você se aceita com o peso que tem, ESFREGUE ISSO NA CARA DE TODO MUNDO (anote para o conselho número 03). E se você não aceita o peso das pessoas, faça um tratamento médico, pois você TEM que aceitar as pessoas como elas SÃO. Se a menina é magra demais, é doente. Se é gordinha demais, é relaxada. Se tem cabelo cacheado, é feia e descuidada. Se tem o cabelo muito liso, é ensebada. E por aí vai. Sempre vão encontrar um motivo. E você não tem que se importar. Conselho número três: se você está acima do peso e quer emagrecer, busque ajuda médica. Se você está acima do peso e está feliz com isso, grite isso e reforce isso para cada babaca que tentar te colocar para baixo. E se você é uma pessoa que se importa com o peso dos outros a ponto de colocá-los para baixo – fico triste de ter você aqui comigo – MELHORE. Você pode não saber, mas talvez, está estragando a vida de alguém por algo que você nem tem que ter opinião. MELHORE (02).

Está na hora dessa avalanche de preconceito acabar e as pessoas serem realmente felizes como elas querem: gordas, magras, saradas, com silicone, sem silicone, com cabelo crespo, com cabelo liso, sem maquiagem, com maquiagem, com cabelo ondulado, lésbica, enfim. Nada que diz respeito sobre a vida pessoal de alguém deve ser pauta de discussão. Você não tem que justificar nada da sua vida, a não ser que seja para você mesmo, tipo um mantra.

Só para finalizar, conselho número quatro: seja você, seja feliz.

Beijo Beijo

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